Title : aula01_mindmap_texto
Date : 2025-10-03
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Aula 01 - Projeto de Ensino de Fisiologia do Exercício: Bioenergética e as Vias de Ressíntese de Adenosina Trifosfato (ATP)
O conteúdo trata da bioenergética e das vias de ressíntese de ATP (Adenosina Trifosfato) .
A fisiologia é apresentada como uma disciplina base para o curso.
São detalhadas as três vias de ressíntese de ATP: Via ATP-CP (Anaeróbia Alática), Via Glicolítica (Anaeróbia Lática) e Via Oxidativa (Aeróbia).
É discutido o comportamento dessas vias durante o exercício físico, focando na predominância de cada uma de acordo com a intensidade e duração da atividade.
Introdução e Contexto da Fonte
Evento: Projeto de Ensino de Fisiologia.
Aula: Primeira aula (Aula 01) do projeto de ensino.
Tema: Bioenergética: Vias de ressíntese de ATP.
Professora/Palestrante: Profª Ma. Suelen Luz .
Objetivo Geral da Aula: Trazer informações e base sobre o assunto para facilitar o entendimento na disciplina de fisiologia geral e do movimento .
Formato: Vídeo gravado ("PARTE_1_EGRAD_BEDU_202352_PROJETO_DE_ENSINO_-_ASPECTOS_FISIOLOGICOS_DO_EXERCICIO_FISICO.mp4") [Fonte].
Outros Temas do Projeto (Aulas Futuras): Sistema cardiovascular e Sistema muscular (com três professores diferentes no total).
A Molécula de ATP (Adenosina Trifosfato)
Sigla: Adenosina Trifosfato .
Definição: Moeda energética.
Função: Carrega a energia química utilizada em todas as reações que ocorrem no corpo/células.
Exemplo: Gasto de ATP para prestar atenção e realizar funções cerebrais.
Estrutura Química: Possui uma ribose , uma adenina e três grupos fosfatos (trifosfato).
Ciclo de Quebra e Ressíntese do ATP
Quebra do ATP (Liberação de Energia):
Reação de hidrólise .
Resultado: Perda de um grupo fosfato.
Transformação: O ATP se torna ADP (Adenosina Difosfato) .
Características do ADP: Possui apenas dois fosfatos . Não possui energia e não é uma moeda energética.
Ressíntese do ATP (Recarga de Energia):
Processo: Fosforilação (adição de um grupo fosfato ao ADP).
Resultado: O ADP retorna a ser ATP, com três fosfatos, e volta a ter energia.
Vias de Ressíntese de ATP
Três vias mantêm o ciclo de quebra e ressíntese (quebra vira ADP, ADP vira ATP).
Classificação: Via Anaeróbia .
Necessidade de O2: Não necessita de oxigênio (O2).
Denominação Alternativa: Anaeróbio alático .
Motivo: Não forma lactato .
Velocidade de Produção de ATP: Muito alta .
Quantidade de ATP: Muito limitada .
Fonte de Energia (Substrato): Fosfocreatina ou Creatina fosfato .
Mecanismo: Acontece em uma única reação .
A creatina fosfato é quebrada em creatina e fosfato .
O fosfato é adicionado ao ADP para formar ATP.
Rendimento: Cada molécula de fosfocreatina gera somente um ATP .
Classificação: Via Anaeróbia .
Necessidade de O2: Não necessita de oxigênio (O2).
Denominação Alternativa: Glicólise anaeróbia ou Anaeróbio lático .
Motivo: Forma lactato no fim do processo.
Velocidade de Produção de ATP: Alta (um pouco mais baixa do que a via ATP-CP).
Quantidade de ATP: Limitada .
Fonte de Energia (Substrato): Glicose ou glicogênio .
Mecanismo: A glicose sofre algumas reações (quebra da glicose).
Rendimento: Gera dois ATPs para cada molécula de glicose.
Produto Final: Forma piruvato , que é transformado em lactato através da enzima lactidrogenase .
Classificação: Via Aeróbia .
Necessidade de O2: Necessita de oxigênio (O2).
Denominação Alternativa: Aeróbio .
Velocidade de Produção de ATP: Baixa ou Lenta .
Quantidade de ATP: Ilimitada (pode manter a ressíntese por um tempo prolongado).
Fonte de Energia (Substrato): Glicose , glicogênio , gorduras e proteínas (macromoléculas).
Mecanismo: Envolve muitas reações .
O piruvato (formado pela glicólise na presença de O2) se transforma em acetilcoa .
O piruvato/acetilcoa entra na mitocôndria .
Ciclo do Ácido Cítrico: Ocorre na mitocôndria. Também denominado Ciclo de Krebs . Ocorre em oito reações .
Forma 2 ATPs nesse ciclo.
Forma as moléculas carreadoras: NAD H e FAD H2 .
Cadeia Respiratória: As moléculas carreadoras (NAD H e FAD H2 ) entram na cadeia respiratória para formar muito mais ATPs.
Rendimento Total (por 1 molécula de glicose): Cerca de 30 ATPs .
Glicólise: 2 ATPs.
Ciclo do Ácido Cítrico: 2 ATPs.
Cadeia Respiratória: Cerca de 26 ATPs .
Predominância dos Sistemas Energéticos Durante o Exercício
Princípio da Predominância:
Todas as vias estão sempre acontecendo ao mesmo tempo;
Há apenas a predominância de uma via em detrimento da outra.
Fatores Determinantes:
A predominância depende da intensidade do exercício e da duração do exercício.
Predominância por Duração e Modalidade
Curta Duração (Alta Intensidade): Via ATP-CP .
Tempo: Cerca de 10 a 15 segundos (ou 8 a 10 segundos em provas específicas).
Necessidade: Energia rápida.
Exemplo de Modalidade: 100 m rasos (atletismo).
Média Duração (Intensidade Moderada/Alta): Via Glicolítica .
Tempo: Predomina até cerca de 1 minuto (ou 60 segundos, dependendo do autor).
Exemplo de Modalidade: Natação 200 m ou 400 m (duração entre 3 a 6 minutos).
Longa Duração (Baixa Intensidade): Via Oxidativa (Aeróbia) .
Tempo: Predomina a partir de 1 minuto, 1 minuto e meio .
Necessidade: ATP por um longo período de tempo.
Exemplo de Modalidade: Maratona (duração de 2 horas, 2 horas e pouco).