genetica_aula04_resumo

Aula 04: Regulação da Expressão Gênica, Mutações do DNA e Mecanismos de Reparo


Resumo Sucinto

  • Mesmo genoma, células diferentes: todas as células somáticas possuem DNA idêntico; o que as diferencia é o proteoma - conjunto de proteínas expressas em cada tipo celular.
  • A regulação da expressão gênica controla quais genes serão transcritos, quanto RNA será produzido, como será processado, traduzido e quando a proteína será degradada - num sistema com múltiplas camadas de "redundância".
  • O controle da transcrição começa nas sequências cis-atuantes (regiões reguladoras distantes do gene) e no promotor (região próxima ao gene, contendo o Tata Box); proteínas ativadoras ou repressoras determinam se os fatores gerais de transcrição e a RNA polimerase chegarão ao promotor.
  • O controle do processamento inclui splicing alternativo, controle do sítio de clivagem/poliadenilação e edição do RNA por desaminação (A→I ou C→U).
  • O controle da degradação do mRNA ocorre via remoção do cap 5' (decapping) ou encurtamento da cauda poli-A, expondo o mRNA a exonucleases.
  • O controle traducional inclui "varredura frouxa" (início no segundo AUG), atuação de RNAs não codificantes (miRNA, siRNA, piRNA) e controle da atividade/degradação proteica por fosforilação, GTP/GDP e ubiquitinação/proteassoma.
  • Mutações são alterações na sequência de bases do DNA; podem ser sinônimas, de sentido trocado (conservativa/não conservativa), sem sentido (nonsense) ou de inserção/deleção (indel).
  • A célula possui quatro mecanismos de reparo: excisão de bases, excisão de nucleotídeos, recombinação homóloga e junção de extremidades não homólogas.
  • Mutações em oncogenes (genes pró-proliferativos) ou em genes supressores de tumor podem desencadear câncer.

Introdução e Contexto

  • Professora: Dra. Camila Matiusso
  • Mediadora/Tutora: Professora Daciele
  • Data: 18 de março de 2026 (quarta-feira à noite)
  • Formato: Aula ao vivo (online, transmitida em tempo real)
  • Plataforma: Portal UniCesumar (com chat de interação)
  • Instituição: UniCesumar
  • Disciplina: Genética e Embriologia
  • Curso: Graduação em Nutrição
  • Número da aula: Aula 04 (quarta aula da disciplina)
  • Público: Alunos da graduação de Nutrição de diversas regiões do Brasil
  • Avisos administrativos:
    • Atividade Mapa já liberada - deve ser entregue no formulário padrão (disponível nos materiais da disciplina)
    • Atividade de Estudo 1 e Atividade de Estudo 2 já liberadas
    • Atividade de Estudo 3 será liberada em 23/03 (segunda-feira)
    • Live especial em 23/03 às 19h: "Eixo Intestino-Pele na Era da Tirzepatida" - link disponibilizado na Sala do Café
  • Recomendações da professora: rever a aula gravada nos finais de semana, estudar o livro da disciplina, assistir às aulas conceituais na plataforma; dúvidas não sanadas após esse processo devem ser enviadas pelo portal
  • Orientação sobre o chat: a tutora pediu que o chat fosse usado exclusivamente para dúvidas pertinentes à aula, para evitar dispersão
  • Observação sobre perguntas: a professora indicou que não haveria tempo para responder perguntas ao vivo na maioria dos casos; prometeu gravar um vídeo explicativo para a atividade prática de pareamento de bases ao final da aula, a ser disponibilizado na plataforma

1. Contexto e Motivação - O Mesmo Genoma em Células Diferentes

Slides

  • Slide 1 - Capa institucional UniCesumar: logotipo e slogan "Aonde você quer chegar? Vai com a…"
  • Slide 2 - Título da aula: "Regulação da Expressão Gênica e Reparo do DNA" / Prof. Dra. Camila Matiusso
  • Slide 3 - Texto: "DNA → sequência de nucleotídeos / Como o mesmo genoma é capaz de produzir uma célula hepática e um neurônio?" - Imagem comparativa de um neurônio e de um hepatócito em proporção real microscópica
  • Slide 4 - Texto: "Todas fazem expressão gênica e têm os aparatos para o processo / Diferenças que existem entre um tipo celular e outro: Proteínas específicas → hemoglobina / Níveis diferentes de expressão do mesmo gene"
  • Slide 5 - Texto central: "Em quais condições cada produto gênico é produzido e, uma vez produzido, o que ele faz?"

1.1 O Mesmo DNA em Todas as Células Somáticas

Narrativa da Aula

A professora Camila iniciou a aula contextualizando o que havia sido estudado na aula anterior - a expressão gênica - e anunciou que o tema de hoje seria a regulação desse processo, bem como as mutações e o reparo do DNA. Ela ressaltou que a biologia celular e a genética formam uma disciplina linear, em que o conhecimento é construído camada a camada a cada aula.

"Para qualquer pergunta da profe, responde 'proteína' se você não souber a resposta, porque a chance de você acertar é muito alta, porque a célula ela trabalha em cima das proteínas - é proteína na estrutura, é proteína na função e é proteína na sinalização."

A professora então apresentou uma imagem com um neurônio e um hepatócito em proporções reais e fez uma revelação que chamou de "segredíssimo":

"Você acredita que o DNA, o material genético que está no neurônio, é idêntico ao material genético que está na célula hepática?"

Ela confirmou: no núcleo do neurônio, da célula da pele, do rim, do músculo e de todas as células somáticas, o DNA é idêntico. Ao mesmo tempo, essas células são extremamente diferentes em estrutura e função. A questão central da aula era: como isso é possível?

A resposta: o que muda de uma célula para outra não é o genoma, mas o proteoma - o conjunto de proteínas expressas. Cada célula seleciona quais genes serão expressos e produz as proteínas correspondentes, silenciando os demais genes.

"O genoma é idêntico. O que muda é o proteoma."

A professora deu o exemplo da hemoglobina: essa proteína é produzida exclusivamente pelos eritrócitos (glóbulos vermelhos). O gene da hemoglobina está presente no DNA de todas as células (neurônios, hepatócitos etc.), mas é silenciado em todas elas - exceto no eritrócito, onde é ativo. Outro exemplo: a troponina, produzida apenas na célula muscular estriada esquelética; sua expressão aumenta quando o indivíduo pratica atividade física.

"O que torna o neurônio um neurônio é o seu proteoma. O que torna o hepatócito um hepatócito é o seu proteoma."

Pontos-Chave

  • Todas as células somáticas possuem DNA idêntico (mesmo genoma)
    • Inclui: neurônios, hepatócitos, células musculares, renais, da pele etc.
    • Exclui: gametas (ovócito e espermatozoide) - células germinativas
  • O que diferencia os tipos celulares é o proteoma (conjunto de proteínas expressas)
    • Proteoma do neurônio ≠ proteoma do hepatócito ≠ proteoma do eritrócito
  • Existem proteínas ubíquas (presentes em todas as células): actina, proteínas de microtúbulos, bombas de Na⁺/K⁺
  • Existem proteínas específicas de cada tipo celular:
    • Hemoglobina → somente no eritrócito (glóbulo vermelho)
    • Troponina → somente na célula muscular estriada esquelética
  • Cada célula seleciona quais genes serão expressos e quais serão silenciados
  • O processo de controle dessa seleção chama-se regulação da expressão gênica
  • A questão central da aula: "Em quais condições cada produto gênico é produzido e, uma vez produzido, o que ele faz?" (Slide 5)

Questionário da Seção 1

1. Por que células com o mesmo DNA podem ser tão diferentes em estrutura e função? Porque, apesar de possuírem DNA idêntico, cada tipo celular expressa um conjunto diferente de genes, produzindo um proteoma único. São as proteínas expressas - e não o DNA em si - que determinam a estrutura e a função de cada célula. Analogia: É como ter a mesma receita culinária completa (DNA), mas cada cozinheiro (célula) escolher preparar apenas alguns pratos específicos desse livro, resultando em refeições completamente distintas.

2. O que é proteoma e como ele se relaciona com o genoma? O proteoma é o conjunto total de proteínas expressas por uma célula em determinado momento. O genoma (DNA) é idêntico em todas as células somáticas; o que varia é o proteoma, pois cada célula regula quais genes serão transcritos e traduzidos em proteínas. Analogia: O genoma é uma biblioteca com todos os livros (genes). O proteoma são os livros que estão abertos e sendo lidos naquele momento naquela biblioteca específica.

3. A hemoglobina é produzida em quais células e por quê não é produzida em outras? A hemoglobina é produzida exclusivamente nos eritrócitos (glóbulos vermelhos). Nos demais tipos celulares (neurônios, hepatócitos etc.), o gene da hemoglobina está permanentemente silenciado - a regulação da expressão gênica impede a transcrição desse gene nessas células.

4. O que são células somáticas? Dê exemplos. Células somáticas são todas as células do organismo, exceto os gametas (ovócito e espermatozoide). Exemplos: neurônios, hepatócitos, células musculares, células renais, células da pele, eritrócitos.

5. Por que a síntese proteica é considerada "cara" para a célula? Porque exige grande consumo de ATP (energia celular). Por isso, a célula não produz proteínas indiscriminadamente - ela regula rigorosamente quais proteínas serão produzidas, em quais quantidades e em quais momentos.


2. Regulação da Expressão Gênica

Slides

  • Slide 6 - "Reguladores da transcrição → proteínas que reconhecem sequências específicas de DNA / Sequência Cis-atuante → devem estar no mesmo cromossomo (em cis) em que se localizam os genes que elas controlam"
  • Slide 7 - "Coativador / Correpressor / Sequência cis aumenta interação entre proteínas (reguladores)" - Ilustração mostrando a alça de DNA formada entre a sequência cis-atuante e o promotor
  • Slide 8 - "Proteínas reguladoras → reconhecem sequência cis-atuante / Porção externa da dupla-hélice → Sulco maior (maior parte do controle) / As características do regulador são complementares à superfície da dupla hélice / Ligações de hidrogênio, ligações iônicas e interações hidrofóbicas"
  • Slide 9 - "Reguladores transcricionais ligam-se ao DNA com menor afinidade em nucleossomos do que com o DNA livre de proteínas / Reguladores podem interagir e aumentar efeito cooperativo"
  • Slide 10 - "Fatores da transcrição: TFIIA, TFIIB, TFIIC, TFIID, TFIIH / Ligam-se ao promotor / Acoplamento em etapas dos fatores / Múltiplos passos → a célula pode acelerar ou diminuir a taxa de início de transcrição em resposta a reguladores transcricionais"
  • Slide 11 - Imagem ilustrativa do processo de controle da transcrição (sem texto extraído)
  • Slide 12 - "Quepe 5' / Splicing / Poliadenilação" - Esquema do processamento do mRNA
  • Slide 13 - "Splicing alternativo → diferentes cadeias polipeptídicas a partir do mesmo gene / Comutação → produção de uma proteína funcional e de uma proteína não funcional / Gerar diferentes versões de uma proteína em diferentes tipos celulares / Controle do Splicing / Tropomiosina → produzida em formas especializadas em diferentes tipos de células"
  • Slide 14 - Imagem ilustrativa do splicing alternativo (sem texto extraído)
  • Slide 15 - "Uma mudança no sítio de clivagem no transcrito de RNA e de adição de poli-A pode alterar a extremidade C-terminal de uma proteína / Clivagem → regiões de intron / Proteínas relacionadas"
  • Slide 16 - "Edição do RNA → altera as sequências de nucleotídeos após a transcrição já ter ocorrido / Região codificadora → mudar a sequência de aminoácidos da proteína ou cria códon de parada prematuro / Desaminação: A→I ou C→U / U-A / I-C"
  • Slide 17 - Imagem ilustrativa do controle de degradação do mRNA (sem texto extraído)
  • Slide 18 - "Exonuclease → encurtamento da cauda poli-A (assim que o mRNA alcança o citosol) / Limiar crítico / Decapping (remoção do CAP 5') / Encurtamento avança a partir da cauda poli-A / Repressores traducionais → se ligam à extremidade 5' → inibe tradução"
  • Slide 19 - Imagem ilustrativa (sem texto extraído)
  • Slide 20 - "A iniciação em códons AUG à montante do início da tradução pode regular o início da tradução eucariótica / 'Varredura frouxa' → Produz duas ou mais proteínas intimamente relacionadas, diferindo somente nos seus N-terminais, a partir do mesmo mRNA / Proteína com e sem a sequência sinal"
  • Slide 21 - "RNA não codificante: miRNA, siRNA, piRNA → ↓ Taxa de tradução"
  • Slide 22 - Imagem ilustrativa (sem texto extraído)
  • Slide 23 - "Degradação proteica"
  • Slide 24 - "Atividade proteica"

2.1 Controle da Transcrição

Narrativa da Aula

A professora explicou que a expressão gênica é um processo que "custa caro" para a célula (em ATP) e que, por isso, a célula adota um sistema de redundância - várias barreiras sucessivas que precisam ser vencidas antes que qualquer proteína seja efetivamente produzida. Ela usou a analogia da exclusão de um arquivo no computador:

"Quando você vai excluir um arquivo do seu computador, normalmente aparece a pergunta: 'Você deseja excluir esse arquivo?' uma, duas, três, quatro, cinco vezes. Isso é redundância. A nossa célula também trabalha com redundância."

O primeiro e mais importante nível de controle é o da transcrição. A professora retomou o conceito da aula anterior: o DNA possui, além dos genes, regiões reguladoras. As regiões reguladoras próximas ao gene são chamadas de promotor; dentro do promotor existe uma região especial, o Tata Box, rica em timina (T) e adenina (A), que é o ponto de início da abertura da fita dupla de DNA - escolhido justamente porque T-A forma apenas duas pontes de hidrogênio, sendo mais fácil de separar do que G-C (três pontes).

As regiões reguladoras distantes do gene são chamadas de sequências cis-atuantes. A professora usou uma analogia espacial para explicar a distância:

"Pensa numa rua, pensa na rua da sua casa. Imagina duas quadras dessa rua. Então pensa que a distância de duas quadras seria mais ou menos a distância que estão essas sequências cis-atuantes do gene. Imagina isso para uma molécula de DNA. É muito longe, muito longe mesmo."

Apesar da distância, as sequências cis-atuantes devem estar no mesmo cromossomo do gene que controlam (por isso o prefixo "cis").

Proteínas reguladoras (ativadoras ou repressoras) se ligam às sequências cis-atuantes por interações químicas com a porção externa da dupla hélice (especialmente o sulco maior), por meio de ligações de hidrogênio, iônicas e hidrofóbicas. Porém, como o DNA está envolto em estonas formando nucleossomos, a ligação dos reguladores é dificultada. O DNA precisa se desassociar temporariamente das estonas para que o regulador consiga se ligar - quando o primeiro regulador se liga, ele facilita a ligação dos seguintes (efeito cooperativo).

"Esse processo de um regulador ajudar os outros a se ligarem, nós chamamos de efeito cooperativo."

Se o regulador for um ativador, ele recruta um coativador; juntos, permitem a chegada dos fatores gerais de transcrição (TFIIA, TFIIB, TFIIC, TFIID, TFIIH) ao promotor. O fator TFIID chega primeiro, ligando-se ao Tata Box pela sua região TBP (TATA-Binding Protein). Depois chegam os demais fatores em etapas, e por último a RNA polimerase. Esse acoplamento em etapas permite à célula parar o processo em qualquer ponto, ou acelerá-lo ou desacelerá-lo conforme necessário.

Se o regulador for um repressor, ele recruta um correpressor e impede a chegada dos fatores de transcrição, bloqueando completamente a síntese.

Pontos-Chave

  • Redundância celular: a célula exige múltiplas confirmações antes de iniciar a síntese proteica, pois o processo é energeticamente custoso (muito ATP)
  • Dois tipos de regiões reguladoras no DNA:
    • Promotor → próximo ao gene; recebe os fatores de transcrição e a RNA polimerase
      • Contém o Tata Box: sequência rica em T e A → fácil abertura (apenas 2 pontes de H)
    • Sequência cis-atuante → distante do gene (equivale a "duas quadras"), mas no mesmo cromossomo
  • Proteínas reguladoras se ligam às sequências cis-atuantes:
    • Ativadoras → permitem a transcrição (+ coativador)
    • Repressoras → impedem a transcrição (+ correpressor)
  • O DNA está envolto em estonas formando nucleossomos → dificulta a ligação dos reguladores
    • O DNA precisa se desassociar das estonas para que reguladores se liguem
    • Efeito cooperativo: o primeiro regulador ligado facilita a ligação dos demais
  • Fatores gerais de transcrição se instalam no promotor em etapas:
    • TFIID (primeiro, via TBP no Tata Box) → TFIIB → TFIIE → TFIIF → TFIIH → RNA polimerase
  • O acoplamento em etapas permite parar, acelerar ou retardar a transcrição a qualquer momento
Tipo de regulador Efeito Parceiro
Ativador Permite transcrição Coativador
Repressor Bloqueia transcrição Correpressor

2.2 Controle do Processamento do RNA Mensageiro

Narrativa da Aula

Uma vez iniciada a transcrição, a professora explicou que ainda é possível regular a expressão no nível do processamento do mRNA. Ela relembrou rapidamente os três passos do processamento (estudados na aula anterior): capeamento na extremidade 5', poliadenilação na extremidade 3' e splicing (retirada dos íntrons e união dos éxons).

O controle do splicing é o principal mecanismo de regulação nesse nível. O splicing alternativo permite que um único gene origine diferentes proteínas, dependendo de quais éxons são unidos. A professora citou o exemplo da tropomiosina, que é produzida em formas especializadas em diferentes tipos celulares. Ela também mencionou o conceito de comutação: a produção alternada de uma proteína funcional e de uma proteína não funcional a partir do mesmo gene.

Além disso, a professora explicou que é possível regular o ponto de clivagem do mRNA (controle da poliadenilação). Mudando o sítio de clivagem, altera-se o tamanho da proteína produzida, gerando proteínas relacionadas mas não idênticas. Ela usou o exemplo das imunoglobulinas: a mesma imunoglobulina pode estar aderida ao linfócito ou livre - a diferença é determinada pelo ponto de clivagem do mRNA.

Outro mecanismo é a edição do RNA: após a transcrição, é possível alterar a sequência de bases do mRNA por desaminação. A adenina (A) pode ser convertida em inosina (I) - que se pareia com citosina (C) em vez de uracila (U); e a citosina (C) pode ser convertida em uracila (U) - que se pareia com adenina (A) em vez de guanina (G). Isso pode mudar o códon e, consequentemente, o aminoácido incorporado na proteína, ou até criar um códon de parada prematuro.

Pontos-Chave

  • Controle do splicing alternativo:
    • Um único gene pode gerar múltiplas proteínas distintas
    • Comutação: alternância entre forma funcional e não funcional da proteína
    • Exemplo: tropomiosina - produzida em formas distintas em diferentes tipos celulares
  • Controle do sítio de clivagem e poliadenilação:
    • Muda o tamanho da proteína (extremidade C-terminal diferente)
    • Gera proteínas relacionadas mas não idênticas
    • Exemplo: imunoglobulinas - aderida ao linfócito vs. livre no plasma
  • Edição do RNA (desaminação):
    • A → I (inosina): a inosina pareia com C em vez de U → muda o pareamento
    • C → U (uracila): uracila pareia com A em vez de G → muda o pareamento
    • Consequências: mudança de aminoácido na proteína, ou criação de códon de parada prematuro → proteína truncada

2.3 Controle da Localização e Degradação do mRNA

Narrativa da Aula

A professora explicou que, mesmo após o mRNA maduro chegar ao citosol, a célula ainda pode regular a expressão proteica degradando o mRNA. O capeamento (extremidade 5') e a poliadenilação (extremidade 3') foram apresentados na aula anterior como proteções da integridade do mRNA. Se qualquer uma dessas proteções for removida, o mRNA fica exposto a exonucleases - enzimas que o degradam.

O processo começa pelo encurtamento gradual da cauda poli-A, realizado por exonucleases assim que o mRNA chega ao citosol. Quando a cauda poli-A atinge um limiar crítico, ocorre o decapping (remoção do cap 5'). A partir daí, as exonucleases degradam o mRNA na direção 5'→3'. Também é possível que repressores traducionais se liguem à extremidade 5' e inibam diretamente a tradução, sem necessariamente degradar o mRNA.

Pontos-Chave

  • Degradação do mRNA ocorre em duas etapas:
    1. Encurtamento da cauda poli-A por exonucleases (começa ao chegar no citosol)
    2. Ao atingir o limiar crítico → decapping (remoção do cap 5')
    3. Exonucleases degradam o mRNA a partir das extremidades
  • Repressores traducionais podem se ligar à extremidade 5' e bloquear a tradução diretamente
  • Manter o cap 5' e a cauda poli-A íntegros é essencial para a estabilidade e tradução do mRNA

2.4 Controle Traducional

Narrativa da Aula

A professora apresentou dois mecanismos de controle no nível da tradução. O primeiro é a varredura frouxa: normalmente, a subunidade menor do ribossomo inicia a tradução no primeiro AUG (códon da metionina). Porém, em alguns casos, ela "pula" esse primeiro AUG e começa no segundo - gerando uma proteína sem a sequência sinal (a porção N-terminal inicial). Essa proteína menor pode ser funcional ou não, dependendo do contexto celular.

O segundo mecanismo é a atuação de RNAs não codificantes - miRNA (microRNA), siRNA (small interfering RNA) e piRNA - que normalmente levam à diminuição da taxa de tradução ou à degradação do mRNA-alvo.

Pontos-Chave

  • Varredura frouxa (leaky scanning):
    • A subunidade menor do ribossomo pula o primeiro AUG e inicia no segundo
    • Resulta em proteína com N-terminal diferente (sem sequência sinal)
    • Pode gerar proteína funcional ou não funcional, conforme o contexto
  • RNAs não codificantes:
    • miRNA (microRNA), siRNA (small interfering RNA), piRNA
    • Atuam reduzindo a taxa de tradução do mRNA-alvo ou induzindo sua degradação

2.5 Controle da Atividade e Degradação Proteica

Narrativa da Aula

Mesmo que a proteína seja produzida, a célula ainda tem mecanismos para controlar se ela estará ativa ou inativa - e para degradá-la quando não for mais necessária.

O controle da atividade proteica ocorre principalmente por fosforilação (adição de fosfato por quinases) e desfosforilação (remoção de fosfato por fosfatases). Em geral, a adição de fosfato ativa a proteína e a remoção a inativa. Outro mecanismo é o uso de GTP/GDP: a proteína ligada a GTP está ativa; quando o GTP é hidrolisado a GDP, a proteína fica inativa.

A degradação proteica é mediada pelo sistema ubiquitina-proteassoma: proteínas que devem ser eliminadas recebem múltiplas moléculas de ubiquitina (ubiquitinação). A proteína ubiquitinada é então direcionada ao proteassoma, onde é degradada.

"Se eu não quiser mais a proteína, eu adiciono várias ubiquitinas a essa proteína. Ubiquitinada, essa proteína é levada ao proteassoma e degradada."

Pontos-Chave

  • Controle da atividade proteica:
    • Fosforilação (adição de fosfato) → proteína ativa
    • Desfosforilação (remoção de fosfato) → proteína inativa
    • GTP ligado → proteína ativa | GDP ligado → proteína inativa
  • Degradação proteica - sistema ubiquitina-proteassoma:
    • Proteína indesejada recebe múltiplas ubiquitinas → ubiquitinação
    • Proteína ubiquitinada → levada ao proteassoma → degradada
Nível de Controle Mecanismo Principal Resultado
Transcrição Ativadores/repressores nas sequências cis-atuantes Gene transcrito ou silenciado
Processamento Splicing alternativo; edição por desaminação Proteínas diferentes do mesmo gene
Localização/Degradação do mRNA Remoção do cap ou da cauda poli-A mRNA degradado → sem tradução
Tradução Varredura frouxa; miRNA/siRNA/piRNA Proteínas distintas; redução da tradução
Atividade proteica Fosforilação/desfosforilação; GTP/GDP Proteína ativa ou inativa
Degradação proteica Ubiquitinação + proteassoma Proteína eliminada

Questionário da Seção 2

1. O que são sequências cis-atuantes e qual é o papel das proteínas ativadoras e repressoras que se ligam a elas? Sequências cis-atuantes são regiões reguladoras do DNA que ficam distantes do gene (mas no mesmo cromossomo) e funcionam como sítios de ligação para proteínas reguladoras. Proteínas ativadoras permitem a chegada dos fatores gerais de transcrição ao promotor (e, por consequência, da RNA polimerase), iniciando a transcrição. Proteínas repressoras bloqueiam essa chegada, impedindo a transcrição. Analogia: A sequência cis-atuante é como a portaria de um prédio; a proteína ativadora é o segurança que libera a entrada, e a repressora é o que barra o acesso.

2. O que é splicing alternativo e por que ele é importante para a diversidade proteica? O splicing alternativo é um processo pelo qual, durante o processamento do mRNA, diferentes combinações de éxons são unidas (com supressão de alguns éxons). Isso permite que um único gene gere múltiplas proteínas distintas - ampliando enormemente a diversidade proteica sem aumentar o número de genes. Analogia: É como ter um conjunto de módulos de uma estante (éxons); dependendo de quais módulos você usa, monta estruturas diferentes - mas todas são da mesma linha de produto.

3. Como funciona o sistema ubiquitina-proteassoma na degradação proteica? Proteínas que devem ser eliminadas recebem múltiplas cópias da molécula de ubiquitina (ubiquitinação). Essa marcação funciona como uma "etiqueta de descarte". A proteína ubiquitinada é então encaminhada ao proteassoma - um complexo enzimático que a degrada em peptídeos menores.

4. O que são RNAs não codificantes (miRNA, siRNA, piRNA) e como eles regulam a expressão gênica? São moléculas de RNA que não codificam proteínas, mas atuam regulando a expressão gênica. Eles se ligam ao mRNA-alvo e inibem sua tradução ou promovem sua degradação, reduzindo a taxa de produção da proteína correspondente.

5. O que é "varredura frouxa" (leaky scanning) e qual é o seu efeito? É quando a subunidade menor do ribossomo ignora o primeiro códon AUG do mRNA e inicia a tradução no segundo AUG. O resultado é uma proteína menor, sem a sequência sinal (N-terminal diferente). Essa proteína pode ser funcional ou não, dependendo do contexto - e esse mecanismo permite gerar versões distintas de uma proteína a partir do mesmo mRNA.


3. Mutações no DNA

Slides

  • Slide 25 - Título: "Mutações do DNA"
  • Slide 26 - "Quais consequências das alterações no DNA??"
  • Slide 27 - Imagem ilustrativa mostrando exemplos de mutações (sem texto extraído - conteúdo visual com quadros de mutações)

3.1 Tipos de Mutações e Suas Consequências

Narrativa da Aula

A professora explicou que toda a regulação da expressão gênica parte de uma premissa fundamental: a sequência de nucleotídeos do DNA não pode ser alterada. Quando ela é alterada, temos uma mutação. A professora recordou que a sequência de bases do DNA determina o RNA mensageiro produzido, que por sua vez determina os códons e, consequentemente, os aminoácidos da proteína. Portanto, qualquer alteração na sequência do DNA pode comprometer a proteína e a função celular.

As mutações podem ser causadas por:

  • Erros durante a própria síntese de DNA ou RNA
  • Agentes externos (mutagênicos): raios UV, alimentos ultraprocessados com aditivos químicos, entre outros

"A pessoa que fica muito exposta à radiação UV, pessoas que consomem muito alimentos ultraprocessados, que possuem aquelas adições absurdas de produtos químicos - dependendo da alimentação ou da exposição em que essa pessoa está, pode ser que essa exposição leve a ter uma alteração nessa sequência de nucleotídeos do meu DNA."

A professora apresentou o conceito de gene selvagem (sequência original, sem mutação) e explicou os principais tipos de mutações com base na alteração de um único nucleotídeo (mutações pontuais):

Exemplo didático usado pela professora:

  • Gene selvagem: sequência GAG no DNA → mRNA: GAG → aminoácido: glutamina
  • Mutação: troca da adenina (A) por timina (T) → DNA mutado: GTG → mRNA: GUG → aminoácido: valina
  • Resultado: proteína mutante com valina no lugar de glutamina → possível perda de função → morte celular

A professora também descreveu as mutações por inserção ou deleção (indel), que alteram o quadro de leitura (frameshift) e comprometem toda a sequência de aminoácidos a partir do ponto da mutação - as mais graves.

Pontos-Chave

  • Mutação = alteração na sequência de bases nitrogenadas do DNA
  • Causas: erros na síntese de DNA/RNA ou agentes mutagênicos externos (raios UV, aditivos químicos em alimentos ultraprocessados etc.)
  • Gene selvagem = gene sem nenhuma mutação (sequência original correta)
  • Tipos de mutações:
Tipo O que acontece Consequência
Sinônima Troca uma base, mas o novo códon codifica o mesmo aminoácido (código genético degenerado) Proteína inalterada
Sentido trocado conservativa Troca um aminoácido por outro quimicamente semelhante Proteína levemente alterada; função provavelmente preservada
Sentido trocado não conservativa Troca um aminoácido por outro quimicamente diferente Proteína alterada; função possivelmente comprometida
Sem sentido (nonsense) Cria um códon de parada prematuro Proteína truncada (incompleta); perda de função
Inserção/Deleção (indel) Insere ou deleta uma ou mais bases → muda o quadro de leitura Todos os códons downstream alterados → proteína completamente diferente - a mais grave
  • A gravidade das consequências cresce na ordem: sinônima < sentido trocado conservativa < sentido trocado não conservativa < sem sentido < indel
  • Mutações podem ocorrer:
    • No gene → altera a proteína produzida (sem função ou baixa função)
    • No promotor ou sequência cis-atuante → altera a quantidade de expressão do gene (superexpressão, subexpressão ou silenciamento total)

Questionário da Seção 3

1. Qual é a diferença entre uma mutação de sentido trocado conservativa e não conservativa? Por que a não conservativa é mais grave? Na mutação conservativa, o aminoácido trocado é quimicamente semelhante ao original, preservando em grande parte a função da proteína. Na não conservativa, o novo aminoácido tem características químicas diferentes, podendo alterar a estrutura tridimensional da proteína e comprometer sua função. Analogia: Trocar um parafuso por outro do mesmo tamanho (conservativa) versus trocar por um prego (não conservativa) - no segundo caso, a estrutura provavelmente não funcionará.

2. O que é uma mutação indel e por que é considerada a mais grave das mutações? Indel é uma mutação de inserção (in_sertion) ou deleção (_del_etion) de bases no DNA. Como os códons são lidos de três em três bases, a inserção ou deleção de uma base altera completamente o quadro de leitura (_frameshift) a partir do ponto da mutação - mudando todos os aminoácidos subsequentes e geralmente produzindo uma proteína totalmente disfuncional.

3. O que é o "gene selvagem"? É o gene na sua forma original, sem nenhuma mutação - a sequência de bases que produz a proteína correta e funcional para aquela célula.

4. Uma mutação sinônima causa alteração na proteína? Por quê? Não. A mutação sinônima troca uma base do DNA, mas o novo códon gerado codifica o mesmo aminoácido que o original - graças à degenerescência do código genético (vários códons para o mesmo aminoácido). Portanto, a sequência de aminoácidos e a proteína produzida permanecem inalteradas.

5. Como uma mutação no promotor de um gene pode causar câncer? Se a mutação no promotor aumentar muito a expressão de um oncogene (gene que promove proliferação celular), a célula começará a se proliferar de forma descontrolada. Da mesma forma, se a mutação diminuir ou eliminar a expressão de um gene supressor de tumor (que normalmente frearia a proliferação), a célula perde o controle do crescimento - ambos os cenários podem resultar em câncer.


4. Mecanismos de Reparo do DNA

Slides

  • Slide 28 - "1. Reparo por Excisão de Bases / 2. Reparo por Excisão de Nucleotídeos / 3. Reparo de Quebras de Fita Dupla / 3.1 Recombinação Homóloga / 3.2 Junção de Extremidades Não Homólogas / Mecanismos de reparo do DNA"
  • Slide 29 - Imagem ilustrativa do reparo por excisão de bases (sem texto extraído)
  • Slide 30 - Imagem ilustrativa do reparo por excisão de nucleotídeos (sem texto extraído)

4.1 Os Quatro Mecanismos de Reparo do DNA

Narrativa da Aula

A professora explicou que, para contrariar os efeitos das mutações, as células possuem mecanismos de reparo do DNA. Ela advertiu que esses mecanismos são complexos e que na aula só seriam apresentados de forma panorâmica - para aprofundamento, seria necessário estudar o livro e as aulas conceituais.

O primeiro mecanismo é o Reparo por Excisão de Bases: quando apenas uma base está incorreta (por exemplo, uma base quimicamente alterada por agente mutagênico), uma enzima específica remove somente essa base danificada. Em seguida, a DNA polimerase sintetiza a base correta no lugar vazio, usando a fita complementar como molde.

O segundo é o Reparo por Excisão de Nucleotídeos: quando o dano é maior - por exemplo, uma distorção em um segmento da fita - um trecho inteiro de nucleotídeos contendo a lesão é removido. A DNA polimerase então refaz todo o segmento a partir da fita complementar íntegra.

Para casos mais graves - quebras de fita dupla (quando as duas fitas do DNA se rompem) - existem dois mecanismos:

  • Recombinação Homóloga: utiliza o cromossomo homólogo (a outra cópia do mesmo cromossomo, presente nas células diploides) como molde para reconstruir a região quebrada. É mais preciso, pois há uma cópia de referência intacta.
  • Junção de Extremidades Não Homólogas: as extremidades da fita rompida são simplesmente unidas diretamente, sem usar um molde. É menos precisa - pode introduzir pequenas inserções ou deleções no ponto de junção.

A professora ressaltou que, apesar da capacidade de reparo, a célula nem sempre consegue corrigir todas as mutações. Quando falhas escapam aos mecanismos de reparo, podem surgir consequências graves.

Pontos-Chave

  • A célula possui quatro mecanismos de reparo do DNA:
Mecanismo Quando usar Como funciona
Excisão de Bases Base única danificada ou incorreta Remove somente a base errada; DNA polimerase insere a correta
Excisão de Nucleotídeos Segmento maior com lesão/distorção Remove um trecho de nucleotídeos; DNA polimerase refaz o segmento
Recombinação Homóloga Quebra de fita dupla (dois cromossomos homólogos disponíveis) Usa o cromossomo homólogo como molde para reconstrução → mais precisa
Junção de Extremidades Não Homólogas Quebra de fita dupla (sem molde homólogo) Une diretamente as extremidades rompidas → menos precisa; pode gerar pequenas mutações
  • Os mecanismos de reparo não são 100% eficientes - algumas mutações escapam e permanecem no DNA

Questionário da Seção 4

1. Qual a diferença entre o reparo por excisão de bases e por excisão de nucleotídeos? No reparo por excisão de bases, somente a base danificada é removida e substituída pela correta. No reparo por excisão de nucleotídeos, um segmento maior contendo a lesão (vários nucleotídeos) é removido e resintetizado pela DNA polimerase. O segundo é utilizado para danos mais extensos que distorcem a estrutura da dupla hélice.

2. Por que a recombinação homóloga é mais precisa do que a junção de extremidades não homólogas? Porque a recombinação homóloga usa o cromossomo homólogo (cópia íntegra do mesmo cromossomo) como molde para reconstruir a região quebrada - garantindo que a sequência seja reconstituída corretamente. Já a junção de extremidades não homólogas une as pontas rompidas diretamente, sem modelo, podendo introduzir erros (inserções ou deleções) no ponto de reparo.

3. Quando ocorre uma quebra de fita dupla no DNA? Ocorre quando as duas fitas da dupla hélice são rompidas no mesmo local, separando fisicamente o cromossomo. Isso pode ser causado por radiações ionizantes, certos agentes químicos ou erros durante a replicação do DNA.

4. O DNA polimerase tem participação nos mecanismos de reparo? Como? Sim. Após a remoção da base ou do segmento danificado (no reparo por excisão), a DNA polimerase sintetiza o novo trecho correto, usando a fita oposta complementar como molde - garantindo que a sequência seja restaurada.

5. O que acontece quando os mecanismos de reparo falham? As mutações que não foram reparadas permanecem no DNA. Se afetarem genes importantes - como oncogenes ou genes supressores de tumor - podem levar a consequências graves, incluindo disfunção celular, morte celular ou, em casos mais sérios, câncer.


5. Oncogenes, Supressores de Tumor e Câncer

Slides

  • Slide 31 - "Oncogene → expressam proteínas e enzimas que desencadeiam o crescimento e proliferação celular / Gene supressor de tumor → Suprime vias de crescimento e proliferação"
  • Slide 32 - Imagem ilustrativa (sem texto extraído - diagrama de vias de sinalização)
  • Slide 33 - "Proliferação, sobrevivência e migração celular / Crescimento celular" - Esquema das vias de sinalização Ras/PTEN
  • Slide 34 - Imagem ilustrativa da via Ras e PTEN (sem texto extraído)
  • Slide 35 - Slide de encerramento: "www.unicesumar.edu.br / Bons estudos! / Siga em frente com a…"

5.1 Mutações que Causam Câncer

Narrativa da Aula

A professora encerrou a parte teórica da aula conectando o tema das mutações ao desenvolvimento do câncer. Ela explicou que existem dois tipos de genes críticos para o controle da proliferação celular:

  • Oncogenes: genes que, quando expressos, produzem proteínas e enzimas que estimulam o crescimento e a proliferação celular.
  • Genes supressores de tumor: genes que produzem proteínas que suprimem as vias de crescimento e proliferação.

Se uma mutação ocorrer na região reguladora de um oncogene (por exemplo, no promotor ou na sequência cis-atuante) de forma a aumentar sua expressão, a célula passará a se proliferar de maneira descontrolada. Se uma mutação reduzir ou eliminar a expressão de um gene supressor de tumor, a célula perderá o freio natural para a proliferação.

A professora usou o exemplo da proteína Ras e do supressor PTEN:

"Imagina aqui que aqui é o meu DNA selvagem - glicina, alanina, glicina, glicina, valina, glicina. Aqui eu tive uma mutação: ao invés de uma guanina, tem uma timina. E aí, ao invés de uma glicina, eu tenho uma valina. E somente essa mutação faz com que a minha proteína chamada Ras não consiga ficar no seu estado inativo."

Com a proteína Ras constantemente ativa, ela gera proliferação celular contínua. Ao mesmo tempo, se o gene PTEN (supressor de tumor que normalmente inibiria a Ras) estiver suprimido por mutação, não há freio ao crescimento - resultando em proliferação celular descontrolada e potencial desenvolvimento de câncer.

"Muitos cânceres estão associados a mutações em regiões reguladoras no DNA de genes que levam à proliferação e crescimento celular."

Pontos-Chave

  • Oncogene: gene que estimula crescimento e proliferação celular
    • Mutação que aumenta sua expressão → superproliferação → câncer
  • Gene supressor de tumor: gene que freia as vias de proliferação
    • Mutação que diminui sua expressão → perda do freio → câncer
  • Proteína Ras:
    • Normalmente alterna entre estado ativo (GTP) e inativo (GDP)
    • Mutação (ex.: Glicina → Valina) → Ras constantemente ativa → proliferação descontrolada
  • PTEN: supressor de tumor que inibe a Ras
    • Se PTEN for suprimido por mutação → Ras não é inibida → crescimento descontrolado
  • Muitos cânceres resultam de combinação de mutações em oncogenes e genes supressores de tumor

Questionário da Seção 5

1. Como uma mutação em uma região reguladora (promotor ou sequência cis-atuante) pode causar câncer? Se a mutação aumenta a expressão de um oncogene (gene pró-proliferativo), a célula produzirá em excesso as proteínas que estimulam seu crescimento e divisão, resultando em proliferação descontrolada. Se a mutação silencia ou reduz a expressão de um gene supressor de tumor, a célula perde o mecanismo de freio ao crescimento - em ambos os casos, o resultado pode ser o desenvolvimento de câncer.

2. O que é a proteína Ras e como uma mutação pontual pode torná-la oncogênica? A proteína Ras é uma proteína de sinalização que normalmente alterna entre estado ativo (ligada a GTP) e inativo (ligada a GDP), controlando a proliferação celular. Uma mutação pontual (por exemplo, substituição de glicina por valina na posição crítica) impede a inativação da Ras - ela fica permanentemente ativa, estimulando a proliferação celular continuamente, o que pode levar ao câncer. Analogia: É como um acelerador de carro que fica travado na posição máxima - o carro (célula) não para mais de acelerar.

3. O que é o gene PTEN e qual é o seu papel no controle da proliferação celular? PTEN é um gene supressor de tumor que codifica uma proteína capaz de inibir vias de sinalização que promovem crescimento e proliferação celular (como a via da Ras). Quando PTEN é inativado por mutação, essas vias ficam desreguladas e a proliferação celular pode tornar-se descontrolada.

4. Por que um único câncers frequentemente envolve mutações em múltiplos genes? Porque a célula possui sistemas de redundância - múltiplas barreiras de controle. Uma única mutação raramente é suficiente para romper todos os controles. Geralmente, são necessárias mutações simultâneas em oncogenes (que aceleram a proliferação) e em genes supressores de tumor (que freiam a proliferação) para que a célula escape completamente do controle e se torne cancerígena.

5. Qual é a diferença entre um oncogene e um gene supressor de tumor em termos de efeito das mutações? Em oncogenes, as mutações normalmente são do tipo "ganho de função" (a proteína fica hiperativa ou superexpressa), impulsionando a proliferação. Em genes supressores de tumor, as mutações normalmente são do tipo "perda de função" (a proteína é inativada ou subexpressa), removendo o freio à proliferação. Em ambos os casos, o resultado é crescimento celular descontrolado.


6. Atividade Prática - Questão de Pareamento de Bases

Slides

(Atividade apresentada verbalmente ao final da aula, sem slide dedicado)

6.1 Resolução da Questão de Pareamento de Bases

Narrativa da Aula

Nos últimos minutos da aula, a professora Camila abordou uma questão prática que estava gerando muitas dúvidas entre os alunos segundo a tutora Daciele. O enunciado era:

"O DNA possui uma fita dupla cujos nucleotídeos são complementares uns aos outros. Da mesma forma, os códons de RNA são complementares às bases nitrogenadas do gene do DNA e também os anticódons do RNA transportador. Sabendo disso, complete o quadro a seguir e descubra a sequência de DNA, RNA mensageiro e anticódon, além de encontrar os aminoácidos que deverão atuar."

A professora explicou a estratégia para resolver o quadro:

  1. Dividir sempre de três em três (porque são os códons - sequências de três bases)
  2. Usar as regras de complementaridade de bases:
    • No DNA: A pareia com T; T com A; C com G; G com C
    • No RNA: A pareia com U; U com A; C com G; G com C
  3. Se for dado o aminoácido (ex.: triptofano), consultar o código genético para encontrar o códon correspondente; a partir do códon, determinar o anticódon (do RNA transportador) e a sequência de DNA

"Vocês começam dividindo sempre de três em três, né, porque são os códons, de três em três. E aí você tem aqui, ó, a citosina e a citosina. Aqui, ó, você tem o triptofano. Então, você vai olhar lá no código genético e ver qual que é o códon do triptofano. Aí você vai colocar aqui o códon do triptofano. Com o códon do triptofano você vai conseguir descobrir o anticódon do triptofano. Com isso, você já vai descobrir aqui, ó, as bases da dupla fita do DNA."

A professora comprometeu-se a gravar um vídeo explicativo sobre essa questão, a ser disponibilizado na plataforma pela professora Daciele, dado o tempo insuficiente.

Pontos-Chave

  • Regra de pareamento para DNA: A–T, T–A, C–G, G–C
  • Regra de pareamento para RNA (códon ↔ anticódon): A–U, U–A, C–G, G–C
  • Estratégia para resolver quadros de pareamento:
    1. Dividir a sequência de 3 em 3 (cada grupo = 1 códon)
    2. Se dado o aminoácido → consultar código genético → obter o códon do RNA mensageiro
    3. Do códon → determinar o anticódon (RNA transportador)
    4. Do códon do mRNA → determinar a fita molde do DNA (usando complementaridade)
    5. Da fita molde → determinar a fita complementar do DNA (fita codante)

Perguntas e Respostas da Audiência (Chat)

As perguntas e simulações de alunos foram em sua maioria criadas pela própria professora Camila para conduzir o raciocínio didático. Abaixo estão listadas as principais:

# Pergunta (aluno real ou simulada pela professora) Resposta da professora
1 Como é possível ter o material genético idêntico em duas células tão diferentes, como o neurônio e o hepatócito? O que muda entre as células não é o DNA (genoma), mas o conjunto de proteínas expressas (proteoma). Cada célula regula quais genes serão transcritos e traduzidos.
2 O neurônio vai ter o gene da hemoglobina e vai produzir hemoglobina? Não. O gene da hemoglobina está presente no neurônio, mas fica permanentemente silenciado - a regulação da expressão gênica impede sua transcrição nessa célula.
3 Professora, mas se o DNA é tão importante e eu consigo alterar a sequência dele com mutações, não existe um mecanismo de reparo? Existe sim - e também é tema da aula de hoje. A célula possui quatro mecanismos de reparo do DNA.
4 As mutações que causam câncer sempre alteram diretamente o gene ou podem ser em regiões reguladoras? Podem ser em ambos. Se a mutação for no gene, altera a proteína produzida. Se for no promotor ou na sequência cis-atuante, altera a quantidade de expressão do gene - podendo superexpressar um oncogene ou silenciar um supressor de tumor.
5 (Dúvida recorrente no chat sobre a atividade prática de pareamento de bases) A professora explicou a estratégia de dividir a sequência de três em três e usar as regras de complementaridade; prometeu gravar um vídeo explicativo para disponibilização na plataforma.

Destaques da Aula

  1. "Para qualquer pergunta da profe, responde 'proteína' se você não souber a resposta, porque a chance de você acertar é muito alta." - Macete apresentado pela professora para destacar a centralidade das proteínas na biologia celular.
  2. "O genoma é idêntico. O que muda é o proteoma." - Frase central da aula, repetida com ênfase; resume como células com DNA idêntico podem ser tão diferentes.
  3. Analogia do computador: a exclusão de um arquivo com múltiplas confirmações = redundância celular na síntese proteica. A célula "pergunta várias vezes" antes de iniciar um processo caro em energia.
  4. "A síntese proteica gasta muito ATP - a sua célula não vai sair sintetizando proteína a torto e a direito." - Justificativa para a existência de tantos níveis de regulação.
  5. Analogia das duas quadras: a distância das sequências cis-atuantes em relação ao gene é enorme para uma molécula de DNA - a professora pediu para imaginar duas quadras de uma rua para ter noção da escala.
  6. "O que é você clicar sim várias vezes? É essa redundância. E a nossa célula também trabalha com redundância." - Pedido enfático de que os alunos internalizassem o conceito de redundância.
  7. "Lembre-se: a expressão gênica começa no DNA e termina na proteína." - Frase destacada no slide 5 e repetida oralmente como bússola para entender todos os níveis de regulação.
  8. "Grifa isso: expressão gênica é síntese proteica." - Instrução explícita para anotar/grifar.
  9. Efeito cooperativo: a professora pediu atenção especial a esse conceito - o primeiro regulador que se liga ao DNA facilita a ligação dos demais, desestruturando os nucleossomos progressivamente.
  10. "Mutações indel são as piores de todas" - afirmação enfática sobre a gravidade das mutações por inserção ou deleção, que alteram completamente o quadro de leitura.
  11. "Muitos cânceres estão associados a mutações em regiões reguladoras no DNA de genes que levam à proliferação e crescimento celular." - Conclusão destacada ao fechar o tema de oncogenes e supressores de tumor.
  12. Recomendação de estudo: a professora (e a tutora Daciele) reforçaram múltiplas vezes que os alunos deveriam rever a aula nos finais de semana, estudar o livro da disciplina e assistir às aulas conceituais antes de enviar dúvidas - pois a maioria das dúvidas já é respondida nesses materiais.

Glossário

Nº Termo Sinônimo/Apelido Definição
1 Anticódon - Sequência de três bases no RNA transportador (tRNA) complementar ao códon do mRNA; permite o pareamento e a incorporação do aminoácido correto durante a tradução
2 ATP Adenosina trifosfato Molécula de energia da célula; "moeda energética" usada em praticamente todos os processos celulares, incluindo a síntese proteica
3 Cauda poli-A Poliadenilação Sequência de adeninas adicionada à extremidade 3' do mRNA durante o processamento; protege o mRNA de exonucleases
4 Cap 5' Quepe 5'; Capeamento Molécula de guanina modificada adicionada à extremidade 5' do mRNA; protege o mRNA e facilita o início da tradução
5 Células germinativas Gametas Células reprodutivas: ovócito (gameta feminino) e espermatozoide (gameta masculino)
6 Células somáticas - Todas as células do organismo, exceto os gametas; possuem DNA idêntico entre si
7 Coativador - Proteína que auxilia o ativador transcricional; necessária para confirmar a permissão de transcrição de um gene (princípio da redundância)
8 Códon Códon Sequência de três bases nitrogenadas no mRNA que codifica um aminoácido específico (ou sinaliza início/fim da tradução)
9 Códon de início Códon AUG Sempre AUG - codifica a metionina; marca o início de toda tradução eucariótica
10 Códons de parada Códons de terminação UAA, UAG, UGA - não codificam aminoácidos; sinalizam o fim da tradução
11 Correpressor - Proteína que auxilia o repressor transcricional; confirma o bloqueio da transcrição de um gene
12 Decapping - Remoção do cap (quepe) da extremidade 5' do mRNA; expõe o mRNA à degradação por exonucleases
13 Desaminação - Processo de edição do RNA que remove um grupo amina de uma base nitrogenada, convertendo A→I (inosina) ou C→U
14 DNA polimerase - Enzima que sintetiza novas fitas de DNA; atua na replicação e nos mecanismos de reparo do DNA
15 Efeito cooperativo - Fenômeno pelo qual o primeiro regulador que se liga ao DNA facilita a ligação dos reguladores subsequentes, progressivamente desestruturando os nucleossomos
16 Eritrócito Glóbulo vermelho; hemácia Célula sanguínea responsável pelo transporte de oxigênio; única célula que produz hemoglobina
17 Estona Histona Proteína em torno da qual o DNA se enrola para formar o nucleossomo; participa da compactação do DNA no núcleo
18 Exonuclease - Enzima que degrada ácidos nucleicos (DNA ou RNA) a partir das extremidades; atua na degradação do mRNA quando o cap ou a cauda poli-A é removido
19 Expressão gênica Síntese proteica Processo pelo qual a informação contida em um gene é usada para produzir uma proteína funcional (transcrição + tradução)
20 Fatores gerais de transcrição TF (Transcription Factors) Proteínas que se ligam ao promotor em etapas para recrutar a RNA polimerase: TFIIA, TFIIB, TFIIC, TFIID, TFIIH
21 Gene selvagem Wild-type Gene sem nenhuma mutação - forma original e funcional
22 Gene supressor de tumor - Gene que codifica proteínas inibidoras das vias de crescimento e proliferação celular; sua inativação pode levar ao câncer
23 Genoma - Conjunto completo do DNA de um organismo, incluindo todos os genes e regiões reguladoras
24 Hepatócito Célula hepática Célula do fígado; principal tipo celular do órgão
25 Hemoglobina - Proteína presente nos eritrócitos responsável pelo transporte de oxigênio; produzida exclusivamente nos glóbulos vermelhos
26 Indel Inserção/Deleção Mutação que insere ou deleta uma ou mais bases no DNA, alterando o quadro de leitura (frameshift); considerada a mutação mais grave
27 Inosina (I) - Base nitrogenada modificada formada pela desaminação da adenina (A→I); pareia com citosina em vez de uracila
28 Junção de extremidades não homólogas NHEJ (Non-Homologous End Joining) Mecanismo de reparo de quebras de fita dupla do DNA que une diretamente as extremidades rompidas, sem molde; menos preciso que a recombinação homóloga
29 miRNA MicroRNA Pequena molécula de RNA não codificante que regula a expressão gênica, geralmente reduzindo a tradução do mRNA-alvo
30 Mutação - Alteração permanente na sequência de bases nitrogenadas do DNA
31 Mutação de sentido trocado conservativa Missense conservativa Mutação que substitui um aminoácido por outro quimicamente semelhante; impacto menor sobre a função proteica
32 Mutação de sentido trocado não conservativa Missense não conservativa Mutação que substitui um aminoácido por outro quimicamente diferente; geralmente compromete a função proteica
33 Mutação sem sentido Nonsense Mutação que converte um códon de aminoácido em um códon de parada prematuro, truncando a proteína
34 Mutação sinônima Mutação silenciosa Mutação que altera uma base no DNA, mas o novo códon codifica o mesmo aminoácido; sem alteração na proteína
35 Nucleossomo - Unidade estrutural da cromatina formada pelo enrolamento do DNA em torno de proteínas estonas
36 Oncogene - Gene cujas proteínas promovem crescimento e proliferação celular; quando superativado por mutação, pode causar câncer
37 piRNA PIWI-interacting RNA Classe de RNA não codificante que regula a expressão gênica, particularmente em células germinativas
38 Promotor Região promotora Região reguladora do DNA próxima ao gene; contém o Tata Box e é o local de ligação dos fatores de transcrição e da RNA polimerase
39 Proteassoma - Complexo enzimático que degrada proteínas marcadas com ubiquitina
40 Proteoma - Conjunto total de proteínas expressas por uma célula em determinado momento; varia entre tipos celulares mesmo com genoma idêntico
41 PTEN - Gene supressor de tumor; codifica uma fosfatase que inibe vias de sinalização pró-proliferativas (como a via Ras)
42 Ras Proteína Ras Proteína de sinalização que alterna entre estados ativo (GTP) e inativo (GDP); quando constantemente ativa por mutação, induz proliferação descontrolada
43 Recombinação homóloga - Mecanismo de reparo de quebras de fita dupla do DNA que usa o cromossomo homólogo como molde; mais preciso que a junção de extremidades não homólogas
44 Redundância (celular) - Sistema de múltiplas barreiras e confirmações que a célula usa antes de executar processos custosos (como a síntese proteica), minimizando erros
45 Reparo por excisão de bases BER (Base Excision Repair) Mecanismo de reparo do DNA que remove apenas a base danificada e a substitui pela correta
46 Reparo por excisão de nucleotídeos NER (Nucleotide Excision Repair) Mecanismo de reparo do DNA que remove um segmento maior contendo a lesão e o resintetiza
47 RNA polimerase - Enzima que realiza a transcrição, sintetizando o RNA a partir da fita molde do DNA
48 Sequência cis-atuante Elemento cis-regulador Região reguladora do DNA distante do gene (mas no mesmo cromossomo) onde se ligam proteínas ativadoras ou repressoras da transcrição
49 siRNA Small interfering RNA Pequena molécula de RNA não codificante que silencia genes específicos via degradação do mRNA-alvo
50 Splicing alternativo - Processo pelo qual diferentes combinações de éxons são unidas para gerar múltiplas proteínas a partir de um único gene
51 Tata Box TATA Box Sequência rica em timina (T) e adenina (A) localizada no promotor; ponto de início da abertura da fita de DNA; local de ligação da proteína TBP do fator TFIID
52 TBP TATA-Binding Protein Região do fator de transcrição TFIID que se liga diretamente ao Tata Box; primeiro passo do recrutamento dos fatores gerais de transcrição
53 Troponina - Proteína muscular produzida na célula muscular estriada esquelética; sua expressão aumenta com a prática de atividade física
54 Tropomiosina - Proteína muscular produzida em formas especializadas (isoformas) em diferentes tipos celulares, geradas por splicing alternativo
55 Ubiquitina - Pequena proteína adicionada a proteínas destinadas à degradação (ubiquitinação); "etiqueta de descarte" que direciona a proteína ao proteassoma
56 Ubiquitinação - Processo de marcação de uma proteína com múltiplas moléculas de ubiquitina para direcioná-la ao proteassoma e ser degradada
57 Varredura frouxa Leaky scanning Mecanismo de controle traducional em que a subunidade menor do ribossomo ignora o primeiro AUG e inicia a tradução no segundo; gera proteína sem a sequência sinal (N-terminal diferente)

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